segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Estereótipos nos papéis
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Papéis sexuais no Brasil
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Papéis sexuais- 2
....( ) " Temos também o personagem de Louis Jourdan em "Gigi", um dândi que parece estar no mundo apenas para desfilar e desprezar as mulheres, até que se apaixona, sabe-se lá por quê, pela graciosa jovem do título.
É mais um personagem minnelliano, cuja masculinidade não responde pelo que a sociedade entendia na época.
Em "Chá e Simpatia", temos uma mulher cerceada pela sociedade da época. Em meados dos anos 50, numa cidade interiorana dos anos 50, dominada por ignorantes e machistas, ela faz o que pode para evitar um linchamento moral de um "rapaz delicado" que se apaixona por ela ( algo que ela só descobre no terço final).
Mas o que ela pode é pouco, pelo tanto que é tolhida pelas convenções. Assiste às humilhações impostas pelos machinhos do campus ao "sister boy". O que ela esconde, inclusive dela mesma, é que ela também se apaixonou pelo esse rapaz, que de sua janela no apartamento de cima fazia uma "serenata invertida" enquanto ela cuidava do jardim."
( Luiz Carlos Júnior e Sérgio Alpendre, em texto sobre obra de Vincente Minnelli).
( Continua...)
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
" O sexo e seus papéis" - 1 ( em sala)
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Em sala: Cinema e Nazismo- 2
ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO / Undergångens Arkitektur / The Architecture of Doom (1989), de Peter Cohen
Ele foi um fenômeno cotidiano, em certos aspectos ameno, quase delicado.
(I.A.)
Estética Nazista no cinema- 1
"TRIUNFO DA VONTADE (1935),
de Leni Riefenstahl"
Leni Riefenstahl, autora de
O Triunfo da Vontade, ainda
é um problema.Como situá-la?
É artista ou propagandista;
nazista ou testemunha
de seu tempo?
Cada nova visão do Triunfo
embaralha as cartas.
Esse documentário não é,
em princípio, mais do que
o registro filmado
do congresso de 1934,
em Nuremberg, onde se reuniram
os líderes nazistas
e seus adeptos.
E a estética de Riefenstahl
é nazista.
A beleza dos
planos baixos
não exalta o homem–
essa instituição falível–,
mas a perfeição do homem.
Perfeição física,
pois o nazismo recalcava
as imperfeições,
dando-as como indesejável
consequência da miscigenação".
(I. Aráujo)
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Nazi-beleza ( continuação) e violência
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Nazi- beleza ( parte 1)



A professora de jornalismo e comunicação de massa da Universidade de Iowa ( EUA), Meenakshi Gigi Durham, identifica os mitos criados pela mídia no tratamento da sexualidade com efeito nocivo para o desenvolvimento das meninas e a liberdade das mulheres.
É imposto às crianças e jovens certo padrão de beleza. E, como as imagens de garotas estampadas nas revistas são irreais, as meninas têm que comprar produtos que vão de cosméticos às cirurgias plásticas para atingir a perfeição de serem “sexies”, e outros aspectos de suas vidas são relegados a segundo plano. A socialite Paris Hilton é a principal modelo a ser seguida, assim como o grupo Pussycat Dolls.
Grifes como Victoria´s Secret e cantoras como Aguilera, Britney Spears, Lady Gaga e suas similares pelo mundo afora se apresentam como paradigmas.
Durham faz sua abordagem demonstrando que a mídia destinada aos jovens é em boa parte dirigida por mulheres, mas sujeitam-se à vontade do deus mercado. E a mídia usa essa fase de descoberta das adolescentes, inculcando-lhes ainda mais insegurança a fim de vender seus produtos.
Segundo Durheim, “examinar com rigor esse efeito permitirá desvendar os mitos que compõem o espetáculo da sexualidade das garotas na cultura pop convencional.
“A sexualização das meninas nos ambientes aparentemente seguros, não realistas e fantasiosos da mídia e da publicidade age com o fim de legitimar o uso da sexualidade das garotas para fins comerciais.
As imagens difundidas não são reais nem realizáveis, “corrigidas” por softwares de computador criam perfeições inexistentes- em meio à páginas sempre acompanhadas de anúncios de beleza.
A mídia é tão persistente que a confusão fica ainda maior na cabeça das adolescentes, e o apelo já é feito para crianças de até 8 anos de idade. Segundo Durheim, há brinquedos nos USA da chamada “Dança do Poste” destinados a meninas de 1 a 2 anos.
2-
Recentemente, a APA apresentou um relatório no qual afirma que tal exposição na maioria de revistas, televisão, videogames, videoclipes, filmes e letras de música são nocivas para o desenvolvimento de garotas adolescentes.
O que pode levar “à complicação da auto-estima, depressão e anorexia”, entre outros aspectos. A pesquisadora Durham mostra que na mídia convencional “já não se diferencia mais anúncios de matéria jornalística”.
3-
Em seu livro, detecta cinco mitos nos quais a mídia se baseia para vender mais produtos:
Um deles é “A Anatomia de uma deusa do sexo”. O modelo visto como ideal para as garotas tem de ser: magra, de preferência loira de cabelos longos, ao estilo Boneca Barbie. Para tanto, publicitários chegam ao disparate de vender cremes para branqueamento de pele na África e na Ásia.
Segundo Durheim, até produtos proibidos nos países de Primeiro Mundo por ameaças à saúde, são vendidos aos demais. “As indústrias da moda, das dietas, dos exercícios físicos, dos cosméticos e da cirurgia plástica geram lucros anuais de bilhões de dólares” e confirma “ a publicidade é a espinha dorsal da mídia”.
(Continua...)
Photo- A capa da revista Veja foi escollhida pela passagem: " Elas queriam ser da Marinha, atletas, modelos... ".
Por meio da manchete em texto e subtexto - mensagem subliminar- parece que se trata de tudo o que uma mulher poderia ser a fim de que Seja, em conformidade com a ideologia em praxe.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Planeta dos nazistas- 2


Os neunazismos apresentam várias formatos. Alguns mais diretos, como no caso dos garotos de universidade que aterrorizaram uma “gorda”.
Seja no caso de estudantes de uma escola particular que agrediram rapazes em São Paulo.
Há mesmo os que atearam fogo em índios, julgando ser os mesmos mendigos. Ou vice-versa? Sonetos de Hitler, por emendas de Mussolini.
Outra dessas formas, bem conectada às anteriores, encontra-se nas pesquisas realizadas por Joana de Vilhena Novaes.
Seu primeiro livro chama-se “O insustentável peso da feiúra”, em que a doutora em psicologia clínica abordou certo número de pessoas insatisfeitas com seu próprio corpo:
Segunda a pesquisadora, “ há pessoas que limitam sua vida social, deixam de ir à praia ou mesmo às festas. Muitas não namoram. Chamamos esta doença de dismorfia corporal.”
“As clássicas anorexia e bulimia se juntam hoje à ortorexia, que é a compulsão por alimentos
naturais, e à vigorexia, que é a dependência de exercícios físicos.”
“ As múltiplas intervenções cirúrgicas também entram nessa lista. Importante ressaltar que esse grupo de doentes da beleza é um número exponencialmente crescente.”
“O interesse pela cirurgia como forma de emagrecer está causando distorções. Pessoas que não têm o peso suficiente para a indicação da cirurgia preferem engordar até chegar ao ponto certo para ser operadas.”
“Outro tipo de operação que está crescendo é a cirurgia da intimidade. Por meio de métodos abrasivos, mulheres têm procurado médicos para clarear, diminuir ou aumentar o clitóris. Existem até adolescentes que, insatisfeitas com seu clitóris, fazem cirurgias para tentar se adequar a algum modelo que idealizam. Em breve, teremos um boom de modelos de genitálias”, diz a pesquisadora.
“De modo geral, a cosmetologia da genitália tem crescido muito. É hoje uma das grandes buscas das mulheres de classe média e alta.”
Segundo Joana, “a necessidade de se adequar aos padrões está acabando com a autoestima dessas mulheres”. Se elas não se sentem esteticamente adequadas, chegam a reprimir sua sexualidade.
“Já na primeira infância, os pais exercem uma regulação ferrenha, como fazem a si mesmos. Trata-se de um discurso imposto em que elas passaram a acreditar. Não é apenas uma questão de autoestima. Quem não se enquadra sofre uma exclusão real.”
“O resultado de tudo isso é que as doenças relacionadas à imagem emergem de forma violenta. O sujeito passa a ser o algoz do próprio corpo.”
(Joana de Vilhena Novaes é pesquisadora do Centro de Pesquisas de Psicanálise de Medicina da Universidade de Paris e criou o Núcleo de Doenças da Beleza da PUC-RJ)
Excerto de sua entrevista para Martha Mendonça.
A pesquisadora está para lançar a obra “Com que corpo eu vou?”.